Cantor Leandro Luz participa da divulgação do Cartão Solidário e apoia projetos sociais
O cantor gospel Leandro Luz, 26 anos, é a mais nova personalidade a declarar apoio ao projeto do Plano Solidário, por meio do qual os associados destinam parte das suas mensalidades para obras sociais, como a Cristolândia. Recentemente contratado pelo selo gospel da gravadora Universal Music, Leandro Luz, que é casado e pai de dois filhos, conta em entrevista exclusiva como a música sempre fez parte da sua vida, – ele toca bateria, teclado, violão, viola caipira, baixo, guitarra, cavaquinho, entre outros instrumentos, sem nunca ter estudado formalmente a arte, além de compor suas músicas – como as drogas chegaram à sua vida e levaram-no para as ruas, a redenção, a reintegração à carreira profissional na música e o prazer de fazer da sua experiência e testemunho uma forma de inspirar outras pessoas.

Leandro Luz há dois anos vive uma nova vida longe das drogas
1-Como foi o seu primeiro contato com a música?
Leandro Luz: Eu comecei na música porque meu pai tinha uma dupla sertaneja. Nasci no meio da música e, com sete anos, já tocava profissionalmente com ele, começando a desenvolver o dom que Deus me deu de tocar vários instrumentos, porque eu sou multinstrumentista.
2- Como foi que você entrou para o mundo das drogas?
LL: Meu pai tocava no mundo e aconteceu da minha avó ser assassinada. A partir desse momento, quando tinha uns nove anos, passei a ir para a igreja e me batizei com 13 anos. Porém, com 16 anos, me afastei da igreja e comecei a tocar na noite, a sobreviver da música, a partir de quando também comecei a ter contato com o álcool e as drogas. Com álcool eu já tinha contato desde os 14 anos na verdade, mas foi com 16 que eu comecei com as drogas mesmo. Eu passei por oito internações e, na sétima, fui para a rua. Fiquei na rua por quase quatro anos. No período em que morei na Cracolândia, vi o trabalho da Cristolândia e como aqueles rapazes ficavam convidando os moradores de rua para sair da rua. Num desses convites que me fizeram eu fui conhecer a Cristolândia, mas acabei não ficando. Só fui conhecer e fui embora.
3- Qual a impressão que você teve ao ter contato com o trabalho da Cristolândia?
LL: Eu acho maravilhoso o trabalho. Só não fiquei mesmo, porque eu não tinha expectativa sobre mim. O que eu acho mais legal, mais lindo, é a persistência dos missionários que ficam ali na rua e convidam as pessoas pra sair daquele lugar. Aquilo ali é lindo. Acho maravilhoso o trabalho.
4- Depois de viver como morador de rua, como aconteceu o seu processo de reabilitação e reintegração à carreira musical?
LL: A minha ultima internação foi feita com a ajuda da Rede Record, que me internou numa clínica. Ali dentro comecei a planejar e, quando saísse, queria gravar um cd. De fato, ganhei um cd bem bonito [intitulado A história da minha vida]. De lá pra cá, eu venho ministrando a palavra de Deus e, hoje, tenho a oportunidade de viajar todo o Brasil, levando a palavra de Deus, cantando e levando esperança para as famílias que estão passando por esse problema [da dependência química]. Hoje, eu posso dar um incentivo através do que eu passei, através da minha história.
5- E como a emissora de televisão chegou até você?
LL: Eles me chamaram de onde eu estava, debaixo da ponte, e me ofereceram uma internação pra me ajudar. Isso tudo aconteceu através de um vídeo postado na internet. Eu tocava piano na Estação da Luz, em São Paulo, na Cracolândia. Aí a produção estava procurando alguém para ajudar a tirar da rua e viram o meu vídeo tocando piano. Dentre os 350 vídeos que chegaram até eles, foram escolher justamente o meu vídeo. Depois disso começaram a ir atrás da minha família para saber se tinham notícia de mim, para me tirar da rua. Conseguiram me achar em Jundiaí e, finalmente, me tiraram da rua.
6- Você já está com novos projetos?
LL: A gente já lançou um vídeo clipe, uns 2 anos trás. Foi a Record que lançou. Agora a gente está com outro vídeo clipe na mão para trabalhar, que vai ser lançado pela Vevo junto com a Universal Music, que é a minha gravadora. O vídeo clipe vai começar a ser gravado daqui a um mês. Temos também outro projeto, que é começar a trabalhar em um DVD. Ele será gravado ao vivo e vai ter meu testemunho junto com o musical, devendo sair mais pro fim do ano. Estou trabalhando também num livro sobre a minha história.
7- Que mensagem você deixaria para as famílias e as pessoas que estão passando pelo drama da dependência química?
LL: Nesses anos em que eu fiquei sofrendo com a droga, não encontrei nada de bom. Tudo de bom está nos caminhos do Senhor. Para a família, que passa por esse problema, eu digo para não desistir, para não parar de orar, porque foi o que minha família fez: persistiu em oração. De fato, eles nunca deixaram de orar, de acreditar em mim. O recado que deixo pras famílias é então: não desista da pessoa pela qual você está orando, está buscando, porque Deus, quando tem uma promessa, não volta atrás, não é homem para mentir. E para pessoa que está passando por esse problema eu falo que a solução é Jesus, o milagre é Jesus. É se aproximar do Senhor, buscar a Deus, e crer que ele pode mudar a vida dessa pessoa. Porque ele mudou a minha vida; ele pode mudar a vida de qualquer pessoa.
8- Como está sendo para você fazer parte do projeto do Cartão Solidário?
LL: Pra mim está sendo maravilhoso fazer parte do Plano Solidário, porque o meu sonho sempre foi ajudar as pessoas que estão passando pelo que eu passei. Acima de qualquer divulgação, está sendo um prazer enorme poder ajudar um projeto social como a Cristolândia e poder indicar um plano que oferece muitos benefícios importantes para nossa vida no dia a dia por um custo muito pequeno. A expectativa desse projeto é que eu possa ajudar, através da indicação ao Plano Solidário, o maior número de pessoas possível; pessoas que estão sofrendo, pessoas que sofreram como eu sofri.
