“Não tenho dificuldade em apoiar projetos que valorizem o ser humano”
Um cartão para atendimento da demanda de uma parcela da população, que deve conquistar a “simpatia” das pessoas e apoio de pastores e líderes que desejam ver necessidades de ordem humana, prática e social serem supridas na vida de milhares de pessoas pertencentes às 1571 igrejas da Convenção Batista Fluminense (CBF). Essas são as expectativas do diretor-executivo da CBF, pastor Amilton Ribeiro Vargas, para o projeto, as quais explicou em entrevista.

Diretor Executivo da Convenção Batista Fluminense, Pr. Amilton Vargas e sua esposa, Venância Vargas
Diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense destaca benefícios sociais do Plano Solidário
Um dos tópicos citados foi o princípio da prevenção. Contudo, falar em prevenção no contexto da realidade brasileira é bem delicado. Benefícios como serviço de reboque, assistência funeral e programas de descontos em produtos e serviços, cuja acessibilidade restringe-se a quem pode pagar pelos planos oferecidos no mercado securitário e de redes de vantagens, não chegam aos mais pobres ou mesmo à classe média. Desprotegidos e descobertos, resta-lhes depender da própria sorte diante dos imprevistos do dia a dia.
Preenchendo essa lacuna, o Plano Solidário foi criado como resposta às demandas das mais variadas classes sociais, suprindo uma carência percebida também na igreja, que é um espelho da sociedade, como lembra Vargas. O diretor-executivo ressalta ainda que, uma vez munida de benefícios essenciais, a membresia “desafoga” o pastor que de todas as formas procura ajudar as suas ovelhas, tornando-se por vezes psicólogo, conselheiro familiar, consultor empresarial e até agente funeral e mecânico.
Além da disponibilização de benefícios para a família, o Plano Solidário destina parte de seus recursos para a obra missionária. As mensalidades pagar terão parcela de seus recursos revertida para a Cristolândia e outros projetos sociais.
A possibilidade de ganho de renda extra como mais um aspecto positivo do projeto de igual forma é destacada. – “A estratégia que foi adotada oportunizará, como marketing de relacionamento ou de rede, uma forma suplementar da pessoa conquistar uma renda. Poderá ter esse terceiro viés e ser algo útil para aquele que tem tempo disponível e vocação para vendas. Pode abençoar também quem está precisando de recurso ou de uma oportunidade de trabalho”, diz Vargas.
De pastores a membros
Sem deixar de frisar a prevalência do papel espiritual do pastor no cuidado de pessoas sobre qualquer outra atividade, o diretor-executivo, por outro lado, considera que a partir da própria liderança pode-se começar um movimento para incentivo à adesão ao Plano Solidário, que nasceu com o propósito de abençoar famílias, igrejas e ministérios.
“Existe, hoje, a tendência à coisificação. Materialismo é algo que precisa ser vencido. Consciência de que as pessoas valem mais do que as coisas é um valor que precisa ser preservado. Se a gente enxerga em um produto como esse uma valorização do ser humano, algo que vai ajudar pessoas, esse produto tem o meu apoio. Acho que as igrejas, pastores e líderes podem abraçar o projeto e de repente se tornar beneficiários desse marketing de relacionamentos”, finaliza Vargas.
